12 de setembro de 2017
Quando falamos de "crise" sempre lembramos de contenção. Quando, na verdade, o acolhimento é a primeira opção a contenção sendo a última alternativa. Como dizia Rosana Ocko, em seu artigo "Crise Saúde Mental", a intervenção em uma crise deve ser realizada com cuidado breve, tempo limitado e focalizado e ser resolvido imediatamente em situações críticas.
A crise pode acontecer em qualquer momento da vida e é de extrema relevância nunca chegar por trás dessa pessoa em risco de crise ou no momento da mesma, estar sempre de frente e olho no olho com qualidade de presença. O surto é um episódio em que por um momento o sujeito para de pensar racionalmente e pode ocorrer com qualquer pessoa.
O objetivo da contenção é "ligar e cimentar fragmentos do paciente em crise". Seguindo os seguintes passos pode-se conter uma crise em saúde mental:
- Autoproteção: outras pessoas por perto se necessário; estabelecimento de relações de confiança com sujeito; não confrontar ou ameaçar sujeito com psicoses paranóides.
- Prevenção quanto ao perigo
- Contenção química: tranquilização rápida; redução significativa dos sintomas de agitação e agressividade sem sedação; antipsicóticos utilizados: haloperidol, cloropromazina, olanzapina.
- Contenção mecânica: complicações clínicas graves; entre 4 ou 5 pessoas; material resistente (lençóis, ataduras); decúbito lateral; máximo 4 horas de contenção e muito importante que a contenção seja esclarecida para o sujeito a todo o momento afim de evitar caráter punitivo e sim protetor.
Maria Eduarda Nery.

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